Este canal apresenta um breve panorama sobre o processo de ocupação do território brasileiro, com ênfase nas contribuições prestadas por distintos grupos étnicos.

No final do século XV e no século XVI, a emigração portuguesa foi pouco expressiva. As crises de abastecimento e epidemias dizimavam a população, além de serem elevados os custos de qualquer empreendimento econômico no Novo Mundo.

Entre 1500 e 1700, saíram de Portugal, dirigindo-se para as possessões portuguesas na África e Ásia, cerca de 700 mil emigrantesPessoas que deixam um país para se estabelecerem em outro., aproximadamente. Mas na América Portuguesa, nesse mesmo período, não entraram mais do que 100 mil imigrantesPessoas que entram num país para viver nele..

 

 

Os primeiros imigrantes: imigrantes ricos, degredados,
cristãos-novos e ciganos

 

Entre os primeiros portugueses a chegarem no Brasil, estavam os imigrantes mais abastados que aqui se fixaram principalmente em Pernambuco e na Bahia. Vieram para explorar a produção de açúcar, a atividade mais rentável da colônia nos séculos XVI e XVII. Estavam em busca de investimentos lucrativos.

Também, nesse mesmo período, Portugal incentivou a migração internacional forçada, o degredoPena de exílio, ou desterro, que a Justiça impõe aos criminosos., para suprir as deficiências do povoamento. Calcula-se que durante os dois primeiros séculos de povoamento, nas regiões centrais da colônia, como Bahia e Pernambuco, os degredados correspondiam a cerca de 10 ou 20% da população. Mas em áreas periféricas, como é o caso do Maranhão, essa cifra representava, aproximadamente, de 80% a 90% do total de portugueses da região. Nesse mesmo período, também vieram para o Brasil cristãos-novosJudeus convertidos ao cristianismo. Fernão de Noronha, que deu nome ao território de Fernando de Noronha, é tido por muitos como cristão-novo e liderou um grupo de estrangeiros com os quais Portugal fez o primeiro contato de comercialização do pau-brasil. O pau-brasil era conhecido dos europeus desde as Cruzadas e era utilizado como matéria-prima auxiliar nas manufaturas têxteis da Itália, França e de Flandres. e ciganos, ambos fugindo de perseguições religiosas.


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